24 julho 2008

07 julho 2008

ja, sí, sim, oui, sì, はい, да, ναι = vamoaê!

Ontem, dia 6 de julho de 2008, Jay disse sim.

No dia 17 de agosto de 2008 nós diremos: PARTYYYYYYYYYYYYY!



nota da autora: 5 semanas + 4 produtoras + algumas lágrimas + muitas garrafas de vinho = um casamento incrível!

créditos: Hernan Halak, nosso mais amado realizador.

01 julho 2008

shhhhiu

Morar sozinha tem aguçado a minha audição de uma maneira incrível. Comecei com o caminhão de lixo; todas as noites passa como uma jamanta compressora - sucateada e enferrujada - e me tira dos meus deliciosos devaneios. O meu sentido de abstração já está tão desenvolvido que hoje incluo os sons da lataria do inferno em meus sonhos como uma trilha a la Dançando no Escuro (00h33, pontual, como um lord).
Morar em um prédio pela primeira vez na minha vida, me faz sentir cúmplice de um organismo vivo E de concreto muito louco. As vidas acontecem acima, abaixo, ao lado e na frente das suas paredes, reverberam vibrações de gritos, gemidos, diarréias, modelos bulímicas, geladeiras, cadeiras rangentes e insones sem-noção. É engraçado ver em que momento começa o dia para cada um desses organismos: vão acordando entre si, uns empurrando uns os outros para fora do tapaolho. Um copo que bate na pia, uma long neck vazia que cai no chão, um tamanco excessivamente maciço. É divertida a sensação de que você na cama, enterrada até as orelhas num edredon e com um olho meio aberto está chegando tarde pro dia que já começou. E há muitas horas.
Todos os sons que se seguem são aqueles que acompanham os pensamentos, quase sempre idéias repetitivas e bem frequentes, na seguinte ordem de nascimento:
- pq que eu fumei tanto ontem? essa casa tá parecendo um bingo
- nossa, eu acordo com esse cabelo?
- bem que podia dar tempo de ler jornal
- mamão, iogurte... um paõzinho francês seria incrível
- nove e dez... merd! passo o rímel no carro.
Aí então, entro na roda e começo a produzir os meus próprios barulhos e vou do Itaim `a Barra Funda com os ouvidos afundados nos barulhos de outras pessoas que são pagas para produzir barulhos com rimas.


Até o primeiro “bom dia”, é bom demais permanecer calada.

Seguidores

Arquivo do blog